PT e conjuntura política com Raimundo Cajá
Abrindo a seção de entrevistas do blog OBSERVATÓRIO 13, Ana Paula Brito conversa com Raimundo Cajá, sociólogo e militante político, sobre sua trajetória no Partido dos Trabalhadores, seus ideais, como também, suas expectativas em relação a mudanças.
AP - Diante de tantos escândalos e crises que vivenciamos em nosso país, vale a pena militar em um partido político? Ainda há espaço e voz para a ideologia ou os interesses pessoais hoje falam mais alto?
RC – A sociedade é um aglomerado de agentes sociais que se organizam a partir de seu lugar que ocupa, e o coloca numa condição social política e econômica. As praticas de corrupção no uso do patrimônio público é uma herança construída historicamente a partir da relação construída entre o Estado e a sociedade, especificamente no Nordeste onde vivemos por décadas a experiência do coronelismo que tinha no estado um instrumento de opressão sob o controle das oligarquias rurais. Mas no Brasil estas práticas não se remetem apenas ao Nordeste, isto é uma cultura de todas as regiões e governos. Aos poucos se vem enfrentando este problema e a sociedade está mais vigilante, a justiça está mais atuante e estamos construindo uma nova relação entre Estado e sociedade.
A militância em um partido político deveria ser um espaço de afirmação de cidadania, de expressão, de convergência e suas confluências ou não. No Brasil os partidos políticos têm uma história bastante clientelista de seus associados e associadas, diferenciam-se um pouco os ainda chamados do campo de esquerda que aos poucos perdem sua identidade militante e são absorvidos pela mesma prática tradicional dos partidos políticos; tomemos como exemplo o PT, partido que nasceu de uma forte presença social e que tem perdido muito este perfil com sua experiência governamental. Mas acredito que é o partido político, um espaço de militância, não descartando os espaços dos movimentos sociais populares como outro viés ou espaço de militância política.
Os partidos políticos nascem sob uma ideologia e é sob esta ótica que disputam na sociedade suas concepções e teses. Como no Brasil historicamente os partidos nascem para serem guarda-chuvas de grupos políticos, terminam sobrepondo a ideologia, pois estes grupos ficam a cada conjuntura mudando de partido na busca daquele que melhor lhe der sustentação para conseguir o cargo público. Na atual conjuntura todos os partidos estão abertos a estas práticas, inclusive o PT; qualquer político só basta mudar um pouco seu discurso e a partir dos seus interesses são absorvidos facilmente por partidos que antes lhe faziam ferrenha oposição, prevalecendo assim os interesses de sobrevivência pessoal do que da coletividade.
AP- Qual a sua análise da atual conjuntura do Partido dos Trabalhadores em Campina Grande?
RC – O PT ainda vive uma ressaca da difícil experiência que viveu nos anos 2000 a 2004, seja sua experiência governamental, seja na condução de sua direção, principalmente a partir de 2002. O partido vem perdendo muito aceleradamente seu perfil, e suas práticas têm se confundido com qualquer outro partido. As alianças construídas têm sido feitas sem nenhum critério, as práticas de barganhas de cargos têm prevalecido em detrimento de uma postura política que vise o interesse da coletividade; estas práticas são muito comuns nos partidos historicamente construídos para serem guarda-chuvas de interesses de grupos econômicos.
A ausência do PT nas lutas sociais; é este grande exemplo quando o partido optou por distanciar-se das lutas populares e encastelar-se nas hostes governamentais, este foi o grande erro. E aí prevalecem as disputas internas de quem tem o controle do partido para poder barganhar mais, aliás, práticas estas muito comuns em qualquer partido. E historicamente o PT sempre fez a diferença, mas agora tudo se confunde, ou parece a mesma coisa.
Na atual conjuntura campinense, o PT se perde numa aliança que mesmo que seja correta, o partido não tem identidade, não tem força, vive a reboque do partido majoritário, ficando assim, sem nenhuma expressão. Tudo isso fruto de uma prática de adesão imposta ao partido pela maioria desde 2002.
A ausência do PT nas lutas sociais; é este grande exemplo quando o partido optou por distanciar-se das lutas populares e encastelar-se nas hostes governamentais, este foi o grande erro. E aí prevalecem as disputas internas de quem tem o controle do partido para poder barganhar mais, aliás, práticas estas muito comuns em qualquer partido. E historicamente o PT sempre fez a diferença, mas agora tudo se confunde, ou parece a mesma coisa.
Na atual conjuntura campinense, o PT se perde numa aliança que mesmo que seja correta, o partido não tem identidade, não tem força, vive a reboque do partido majoritário, ficando assim, sem nenhuma expressão. Tudo isso fruto de uma prática de adesão imposta ao partido pela maioria desde 2002.
AP - Na posição de quem é sociólogo e militante, que já vivenciou várias fases do PT na cidade: oposição, governo. Como você avalia a participação do partido nesses anos de trajetória.
RC - O PT em Campina Grande com seus 28 anos de história, eu diria que marchava no seu transcurso natural de ser um dia governo nesta cidade. Mas a história nos traz surpresas que até mesmo nós que nos tornamos sujeitos dela, nos surpreendemos com o andar da carruagem. O Partido conseguiu sua marca quando desde sua origem, e pela primeira vez em 1982, lançou candidatos a Prefeito e Vereadores e Vereadoras em Campina Grande, naquela época o partido vinha se apresentando como alternativa aos grupos dominantes na cidade e começava a enfrentar o retorno dos Cunha Lima a política da cidade, e assim aconteceu em todas as eleições, sejam elas pra Prefeito, Governador e Presidente da República, e a cada ano o partido crescia o seu eleitorado na cidade. Em 1986 conseguimos ocupar pela primeira vez uma vaga na Câmara de Vereadores, e foi a partir daí que o partido começou a viver uma nova experiência até então não vivida, pois estava muito presente nos movimentos sociais e populares da cidade. A Câmara deu ao partido um novo diálogo com a cidade e que possibilitou em 1998 a maior votação à candidata do partido ao Senado, na época Vereadora.
Esta votação abria um leque de possibilidades inclusive de uma possível vitória nas eleições de 2000 para Prefeito da cidade. Assumimos a presidência do partido em 1999 e, foi na nossa gestão que foi construída a possibilidade de uma aliança mais ampla, inclusive com o PMDB, na época controlado pelo grupo Cunha Lima. Tivemos muitas resistências, receios, dúvidas, medo de tudo o que significa àquela aproximação do PT com a força majoritária, mas os diálogos de possíveis alianças não eram recentes, desde 1995 eram feitas, porém nós sempre colocávamos condições que eles, do PMDB, não aceitavam. No entanto, na conjuntura para 2000 estas condições que nós queríamos estavam dadas; a aliança passaria necessariamente pela indicação da Vice pelo PT e participação no governo. Foi muito difícil construir esta aliança dentro e fora do PT, e principalmente para a sociedade entender agora esta aproximação, há quem diga que a situação que o PT se encontra hoje é fruto daquela aliança, no meu entender conseguimos dar um salto na história e chegamos ao patamar maior de governo na cidade. Para mim, a relação com o poder é que foi o maior desastre desta experiência. A imaturidade, a falta de experiência, a falta de acúmulo, e tantas outras questões, levaram o partido a uma queda vertiginosa, somando-se a cumplicidade que a direção do partido, agora sem a nossa presença, teve de não contribuir com o governo petista, fazendo-lhe as criticas necessárias para superar seus erros.
Naquela época o partido passa a ocupar pelo segundo mandato uma vaga na Câmara de Vereadores, e marcou o fato do parlamentar passar a fazer ferrenhas criticas a condução do partido e do próprio governo do PT, este um dos grandes problemas que nem o PT e nem o governo conseguiu resolver.
A derrota do partido em 2004 levando o partido e a sua candidata a uma votação muita pequena, diferentemente das outras eleições em que o partido vinha crescendo sua votação. Neste ano o partido estava com o poder, mas este lhe serviu apenas para lhe destruir e destruir as tantas lideranças emergentes que tinha construído ao longo de sua história.
Esta votação abria um leque de possibilidades inclusive de uma possível vitória nas eleições de 2000 para Prefeito da cidade. Assumimos a presidência do partido em 1999 e, foi na nossa gestão que foi construída a possibilidade de uma aliança mais ampla, inclusive com o PMDB, na época controlado pelo grupo Cunha Lima. Tivemos muitas resistências, receios, dúvidas, medo de tudo o que significa àquela aproximação do PT com a força majoritária, mas os diálogos de possíveis alianças não eram recentes, desde 1995 eram feitas, porém nós sempre colocávamos condições que eles, do PMDB, não aceitavam. No entanto, na conjuntura para 2000 estas condições que nós queríamos estavam dadas; a aliança passaria necessariamente pela indicação da Vice pelo PT e participação no governo. Foi muito difícil construir esta aliança dentro e fora do PT, e principalmente para a sociedade entender agora esta aproximação, há quem diga que a situação que o PT se encontra hoje é fruto daquela aliança, no meu entender conseguimos dar um salto na história e chegamos ao patamar maior de governo na cidade. Para mim, a relação com o poder é que foi o maior desastre desta experiência. A imaturidade, a falta de experiência, a falta de acúmulo, e tantas outras questões, levaram o partido a uma queda vertiginosa, somando-se a cumplicidade que a direção do partido, agora sem a nossa presença, teve de não contribuir com o governo petista, fazendo-lhe as criticas necessárias para superar seus erros.
Naquela época o partido passa a ocupar pelo segundo mandato uma vaga na Câmara de Vereadores, e marcou o fato do parlamentar passar a fazer ferrenhas criticas a condução do partido e do próprio governo do PT, este um dos grandes problemas que nem o PT e nem o governo conseguiu resolver.
A derrota do partido em 2004 levando o partido e a sua candidata a uma votação muita pequena, diferentemente das outras eleições em que o partido vinha crescendo sua votação. Neste ano o partido estava com o poder, mas este lhe serviu apenas para lhe destruir e destruir as tantas lideranças emergentes que tinha construído ao longo de sua história.
AP - Qual a sua opinião sobre a aliança firmada entre o PT e o governo Veneziano? Sendo o PT um partido expressivo, de trajetórias e lutas na cidade, por que uma votação tão irrisória para a indicação do Vice-prefeito para as próximas eleições, pelo Conselho Político? Você acha que o partido deveria ter sido mais radical e insistido na indicação do Vice?
RC - "A maior prova de fraqueza de um partido é sua posição difusa e a extinção de fronteiras nitidamente traçadas."
O CONSELHO POLÍTICO E O PMDB
O PT no seu encontro municipal definiu por unanimidade que o partido deveria manter a aliança com o PMDB, e que indicasse a Vice. Porém, diga-se de passagem, que os defensores da tese vitoriosa já haviam entregado, de forma confusa e barata, o partido à aliança. Defendia agora, que o partido deveria indicar a Vice, o nome seria de forma consensual vinda inclusive de forma questionável das hostes governamental. Para nós, uma jogada eleitoreira, numa tentativa de se colocar na disputa e colocando inclusive o PMDB numa "saia justa" com o seu atual Vice.
Ao PMDB coube, numa estratégia inteligente de colocar a decisão para o Conselho Político, conselho este, diga-se de passagem, coordenado por uma indicação do Sr. Prefeito, não foi eleito pelo conjunto dos partidos aliados. O PMDB tinha ainda o seu voto como partido e mais o voto do representante do Prefeito, ou seja, fora os partidos controlados pelo PMDB, este partido tinha 3 votos. A ausência de critérios no conselho permitiu que tivesse assento partido de base estadual e sem base municipal, mesmo sendo a disputa municipal. Se permitiu ainda que o partido chegasse no dia da definição para votar sem nenhuma discussão acumulada, ou seja, pela primeira vez só para dar o voto, e mais ainda, a maioria dos partidos representada por comissões provisórias. Mas o PT se submeteu a estas condições de forma silenciosa e subserviente à arapuca que fora armada, não reagiu e ainda jogou o partido e a sua militância, e se não a militância, mas ao processo vivido, na lata do lixo.
Ao PMDB coube a vitória e a comemoração dos louros, pois ainda permitiu que o atual Vice, a partir da sua condição, barganhasse apoios ao seu pleito, inclusive, e lamentavelmente, de partidos de história como o PC do B e PSB.
Cabe-nos com o passar do tempo entender melhor estes apoios. Mas, ao PT, coube-lhe apenas digerir esta derrota e se colocar na condição de incapaz de conduzir o processo, mesmo que seja com o PMDB e os demais partidos da base governamental sofrendo uma brutal rejeição, inclusive de construção de uma aliança proporcional. Assim, cabe ao PMDB apenas a tarefa de aceitar ou não uma aliança na proporcional com o PT, diga-se de passagem, que interessa apenas a ele mesmo, e que poderá mais uma vez sair vitorioso à custa do PT.
Ao PT se quer coube um espaço plausível de discutir suas contribuições neste governo. Apresentar para a sociedade sua contribuição na melhoria de qualidade de vida do nosso povo, e de um novo modelo de gestão pautado nos princípios da gestão democrática e popular, só lhe cabendo entrar numa campanha sem identidade, sem discurso, esmagado pela lógica fisiologista e clientelista que tem marcado as eleições em nossa cidade nos últimos tempos.
O CONSELHO POLÍTICO E O PMDB
O PT no seu encontro municipal definiu por unanimidade que o partido deveria manter a aliança com o PMDB, e que indicasse a Vice. Porém, diga-se de passagem, que os defensores da tese vitoriosa já haviam entregado, de forma confusa e barata, o partido à aliança. Defendia agora, que o partido deveria indicar a Vice, o nome seria de forma consensual vinda inclusive de forma questionável das hostes governamental. Para nós, uma jogada eleitoreira, numa tentativa de se colocar na disputa e colocando inclusive o PMDB numa "saia justa" com o seu atual Vice.
Ao PMDB coube, numa estratégia inteligente de colocar a decisão para o Conselho Político, conselho este, diga-se de passagem, coordenado por uma indicação do Sr. Prefeito, não foi eleito pelo conjunto dos partidos aliados. O PMDB tinha ainda o seu voto como partido e mais o voto do representante do Prefeito, ou seja, fora os partidos controlados pelo PMDB, este partido tinha 3 votos. A ausência de critérios no conselho permitiu que tivesse assento partido de base estadual e sem base municipal, mesmo sendo a disputa municipal. Se permitiu ainda que o partido chegasse no dia da definição para votar sem nenhuma discussão acumulada, ou seja, pela primeira vez só para dar o voto, e mais ainda, a maioria dos partidos representada por comissões provisórias. Mas o PT se submeteu a estas condições de forma silenciosa e subserviente à arapuca que fora armada, não reagiu e ainda jogou o partido e a sua militância, e se não a militância, mas ao processo vivido, na lata do lixo.
Ao PMDB coube a vitória e a comemoração dos louros, pois ainda permitiu que o atual Vice, a partir da sua condição, barganhasse apoios ao seu pleito, inclusive, e lamentavelmente, de partidos de história como o PC do B e PSB.
Cabe-nos com o passar do tempo entender melhor estes apoios. Mas, ao PT, coube-lhe apenas digerir esta derrota e se colocar na condição de incapaz de conduzir o processo, mesmo que seja com o PMDB e os demais partidos da base governamental sofrendo uma brutal rejeição, inclusive de construção de uma aliança proporcional. Assim, cabe ao PMDB apenas a tarefa de aceitar ou não uma aliança na proporcional com o PT, diga-se de passagem, que interessa apenas a ele mesmo, e que poderá mais uma vez sair vitorioso à custa do PT.
Ao PT se quer coube um espaço plausível de discutir suas contribuições neste governo. Apresentar para a sociedade sua contribuição na melhoria de qualidade de vida do nosso povo, e de um novo modelo de gestão pautado nos princípios da gestão democrática e popular, só lhe cabendo entrar numa campanha sem identidade, sem discurso, esmagado pela lógica fisiologista e clientelista que tem marcado as eleições em nossa cidade nos últimos tempos.
AP - Qual o diferencial do grupamento político que você faz parte para tantos outros existentes no PT municipal?
RC - Sentir-se pertencer é um primeiro critério, estar à vontade, convergir o que pensa, ouvir e ser ouvido, respeitar e ser respeitado, assim me sinto em nosso grupamento, me sinto em casa. Depois destes argumentos vem a aproximação por amizade, e a aproximação do que todos e todas pensamos, estar em um grupo é necessariamente a aproximação por afinidades, os mais antigos me conhecem pelo o que penso, e como me comporto, alguns se afastam outros se aproximam. Esta é a nossa dinâmica.
Mantemo-nos juntos e juntas, porque principalmente, nos admiramos e nos respeitamos, no grupo nada é imposto, tudo é construído coletivamente, respeitando as divergências, e estas não são motivos para nos afastarmos, e pregamos principalmente a fidelidade política, ou seja, de estarmos juntos de forma coletiva nos espaços e nas disputas internas do PT e nos movimentos sociais e populares. Diferentemente de outros grupos que tem uma relação de subserviência e obrigação, e tudo que vem de cima é para se cumprir, nós não aceitamos esta prática, entre nós ou se constrói coletivamente ou o grupo não se posiciona.
São estes elementos que nos fazem ser diferentes no jeito de pensar.... de ser.... e de sabermos principalmente a dor e a delícia de sermos diferentes.
Mantemo-nos juntos e juntas, porque principalmente, nos admiramos e nos respeitamos, no grupo nada é imposto, tudo é construído coletivamente, respeitando as divergências, e estas não são motivos para nos afastarmos, e pregamos principalmente a fidelidade política, ou seja, de estarmos juntos de forma coletiva nos espaços e nas disputas internas do PT e nos movimentos sociais e populares. Diferentemente de outros grupos que tem uma relação de subserviência e obrigação, e tudo que vem de cima é para se cumprir, nós não aceitamos esta prática, entre nós ou se constrói coletivamente ou o grupo não se posiciona.
São estes elementos que nos fazem ser diferentes no jeito de pensar.... de ser.... e de sabermos principalmente a dor e a delícia de sermos diferentes.
AP - Você também é educador na Escola de Formação Quilombo dos Palmares em Recife, que atua junto à juventude do Nordeste. Conte-nos um pouco da sua trajetória por lá.
RC- A minha ida para a EQUIP foi como mais uma página na minha vida, o processo que vivi aqui foi muito doloroso, na época o coração sangrava muito, as dores me cortavam o peito dilacerando-o, mas tive uma grande força para me sustentar; primeiramente a presença divina me dando força e luz, segundo a minha família e terceiro meus verdadeiros amigos e amigas que estiveram sempre perto acompanhando e me dando força.
Vivo na escola uma grande oportunidade de fazer o que gosto, de lidar com o que sempre gostei de fazer, de lidar com gente e ajudar na sua formação para atuarem no mundo onde vivem. Aos que pensavam e ainda pensam em me ver derrotado ou triste, que pena não conseguiram. Muitas e muitos que tentaram me destruir, hoje estou vendo caírem nas amarguras da vida, e eu continuo em pé fazendo o que gosto, amando quem me ama e contribuindo com o meu tempo, com o meu jeito de ser e de pensar, assim revoluciono o mundo que me rodeia, assim faço a minha revolução de valores, de costumes, de ética, de moral e de decência.
Vivo na escola uma grande oportunidade de fazer o que gosto, de lidar com o que sempre gostei de fazer, de lidar com gente e ajudar na sua formação para atuarem no mundo onde vivem. Aos que pensavam e ainda pensam em me ver derrotado ou triste, que pena não conseguiram. Muitas e muitos que tentaram me destruir, hoje estou vendo caírem nas amarguras da vida, e eu continuo em pé fazendo o que gosto, amando quem me ama e contribuindo com o meu tempo, com o meu jeito de ser e de pensar, assim revoluciono o mundo que me rodeia, assim faço a minha revolução de valores, de costumes, de ética, de moral e de decência.
AP - A luta por uma sociedade fraterna, igualitária, é um sonho de todos nós. Quais as suas expectativas em relação ao Partido dos Trabalhadores? Ainda sonha com mudanças?
RC – Sonhar, almejar, lutar, será sempre uma constante, nunca devemos perder esta dimensão, queremos viver numa sociedade mais humana e se não conseguirmos isso em curto prazo, que pelo menos nossos netos... bisnetos, possam viver e se orgulhar pelo que a nossa geração lutou e conquistou.
Minhas expectativas em relação ao PT não são muitas, pois o PT não é mais o mesmo, mudou, e mudou muito, da mesma forma que o Brasil não é mais o mesmo depois do governo LULA, mudou e pra melhor.
O PT já não é mais o partido dos meus sonhos, mas ainda não vejo outro partido que eu possa expressar e viver minha militância. Enquanto não construímos outro, vou ficando no PT e dizendo o que tenho de dizer. Ouça quem tiver ouvidos para ouvir, e siga quem tiver essa sensibilidade para seguir.
Minhas expectativas em relação ao PT não são muitas, pois o PT não é mais o mesmo, mudou, e mudou muito, da mesma forma que o Brasil não é mais o mesmo depois do governo LULA, mudou e pra melhor.
O PT já não é mais o partido dos meus sonhos, mas ainda não vejo outro partido que eu possa expressar e viver minha militância. Enquanto não construímos outro, vou ficando no PT e dizendo o que tenho de dizer. Ouça quem tiver ouvidos para ouvir, e siga quem tiver essa sensibilidade para seguir.
Por Ana Paula Brito
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